Olhando para trás, dou-me conta de quanto tempo da minha vida foi gasto a mortificar-me com os erros dos outros. Com certeza, trazia-me satisfação pessoal, mas vejo agora quanto esse processo era na verdade perverso. Depois de tudo o que era dito e feito, o efeito em rede dessa preocupação com os chamados erros alheios permitia que eu vivesse “confortavelmente” inconsciente dos meus próprios defeitos.