Quando eu jogava, tinha a certeza total de que a minha inteligência, apoiada pela minha força de vontade, era capaz de controlar devidamente a minha vida interior e garantir-me sucesso no mundo exterior. Essa brava e grandiosa filosofia, pela qual eu fazia de conta que era Deus, até parecia boa teoricamente, mas tinha ainda de enfrentar um teste bem duro: até que ponto é que ela realmente funcionava bem? E bastava olhar-me ao espelho para receber a resposta (...)