11 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

Poderei sempre alcançar força e satisfação ao saber que pertenço a uma Irmandade de âmbito mundial. Milhares de pessoas como eu, a trabalhar juntas com o mesmo propósito. Nenhum de nós jamais precisará de estar sozinho outra vez, porque cada um de nós trabalha, à sua maneira, para o bem dos outros. Estamos unidos por um problema comum, que pode ser solucionado através do amor, da compreensão e da prestação de serviço mútuo. O Programa dos Jogadores Anónimos — como diz o refrão do hino antigo — funciona pela graça de Deus.

10 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

O fundador da IBM, T. J. Watson, disse: “O sucesso está no extremo oposto do fracasso.” Para a maioria dos jogadores compulsivos, nada poderia ser mais verdadeiro. Sem um fracasso após outro, jamais seríamos capazes de perceber que perder uma aposta não era a causa dos problemas na nossa vida mas, sim, fazer a primeira aposta. Só depois de termos atingido ou superado o nosso doloroso limite para suportar fracassos é que nos tornámos aptos a perceber que, por outro lado, ter sucesso não significa ganhar: ter sucesso significa não apostar. Assim, o sucesso depende muito mais da ação — a opção de não jogar — do que da reação.

9 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

O slogan “Vive e deixa Viver” pode ser muito útil quando temos dificuldade em aceitar o comportamento dos outros. Sabemos, com certeza, que não há comportamento seja de quem for — não importa o quão ofensivo, desagradável ou maldoso — que valha o preço de uma recaída. A nossa própria recuperação é mais importante, e ao mesmo tempo não devemos ter medo de nos afastarmos das pessoas ou situações que nos desagradam. Precisamos também de tentar fazer um esforço adicional para entender os outros — principalmente aqueles que nos tiram do sério.

8 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

Quando parámos de jogar pela primeira vez, foi um grande alívio descobrir que as pessoas que encontramos no Programa dos Jogadores Anónimos pareciam bem diferentes daquela multidão aparentemente inimiga a quem chamávamos “eles”. Deparamo-nos, não com críticas e suspeitas, mas com compreensão e interesse. No entanto, encontramos ainda pessoas que nos irritam, tanto dentro como fora da Irmandade. Obviamente, precisamos de começar a aceitar o facto de que existem pessoas que às vezes dizem coisas com que discordamos ou que fazem coisas de que não gostamos.

7 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

Honestidade é uma palavra com a qual tive de construir uma nova relação. Antes de chegar aos Jogadores Anónimos eu oscilava entre mentiras e meias verdades na minha cabeça, com tanta frequência, que acreditava que eram todas verdadeiras. Hoje esforço-me para ser rigorosamente honesto — comigo mesmo e com os outros. Acima de tudo, preciso sempre de ser honesto comigo mesmo quanto a quem são os verdadeiros responsáveis pela minha recuperação — o meu Poder Superior e os meus companheiros nos Jogadores Anónimos.

6 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

Eu costumava ser um especialista na autoavaliação distorcida. Umas vezes, olhava apenas para as partes da minha vida que pareciam boas. Depois, exaltava quaisquer virtudes reais ou imaginárias que pudesse ter. A seguir, dava-me palmadinhas nas costas pelo grande trabalho que estava a fazer na Irmandade. Naturalmente, isso deu origem a um desejo de maiores “realizações” e de ainda maior aprovação. Não era esse o padrão da minha época de compulsão ativa? Entretanto, a diferença agora é que eu posso utilizar o melhor álibi do mundo — o álibi espiritual.

5 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

Se estou confuso, preocupado, exasperado ou frustrado, tenho a tendência de racionalizar a situação e colocar a culpa nas outras pessoas? Quando fico nesse estado, a minha conversa fica marcada por “Ele fez…”, “Ela disse…”, “Eles fizeram…”? Ou consigo honestamente admitir que talvez eu é que esteja errado? A minha paz de espírito depende da superação das minhas atitudes negativas e da minha tendência para racionalizar.

4 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

É raro encontrar um jogador compulsivo em recuperação que conteste, agora, que a negação é o principal sintoma da doença. O Programa de Jogadores Anónimos mostra-nos que o jogo compulsivo realmente diz à pessoa afetada que ela, na verdade, não está de forma alguma doente. Não nos surpreende, então, que a nossa vida como jogadores compulsivos fosse caracterizada por intermináveis racionalizações e desonestidades e, em suma, por uma eterna má vontade para aceitar o facto de que éramos, sem dúvida alguma, emocionalmente e mentalmente diferentes das outras pessoas.

3 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

Os Jogadores Anónimos tornam-nos capazes de descobrir dois obstáculos que nos impedem de ver o valor e o conforto do foco espiritual: autojustificação e autoconfiança em excesso. A primeira, hipocritamente, dá-me garantias de que estou sempre certo. A segunda dá-me a ilusão de que sou melhor do que as outras pessoas — “mais santo do que tu”.

2 de Fevereiro/ Reflexão do Dia

Olhando para trás, dou-me conta de quanto tempo da minha vida foi gasto a mortificar-me com os erros dos outros. Com certeza, trazia-me satisfação pessoal, mas vejo agora quanto esse processo era na verdade perverso. Depois de tudo o que era dito e feito, o efeito em rede dessa preocupação com os chamados erros alheios permitia que eu vivesse “confortavelmente” inconsciente dos meus próprios defeitos.