18 de Agosto/ Reflexão do Dia
Como jogadores compulsivos, enganarmo-nos a nós próprios estava entranhado em quase tudo o que pensávamos e fazíamos. Se fosse necessário, éramos especialistas em convencer-nos de que o preto era branco, que o errado estava certo, e até de que o dia era a noite. Agora que estamos nos Jogadores Anónimos, a nossa necessidade de engano vai desaparecendo. Atualmente, quando tento iludir-me, o meu padrinho (ou madrinha) rapidamente se dá conta disso (…)
17 de Agosto/ Reflexão do Dia
O Quarto Passo sugere que façamos um minucioso e destemido inventário moral e financeiro — não um inventário imoral de nós mesmos. Os Passos são a base para a recuperação, não são um chicote para a autoflagelação. Fazer um inventário não significa concentrar-me nos meus pontos negativos até que já não se consigam vislumbrar aspetos positivos (…)
16 de Agosto/ Reflexão do Dia
Um inventário não tem de ser sempre escrito com caneta vermelha. É raro haver um dia em que não tenhamos feito alguma coisa boa. Conforme vou revelando e enfrentando os meus fracassos, também muitas das minhas qualidades me serão reveladas, lembrando-me que são tão reais como os meus erros. Mesmo quando nos esforçamos muito e no fim falhamos, podemos, por exemplo, registar esse esforço como um dos melhores créditos a nosso favor (…)
15 de Agosto/ Reflexão do Dia
É costume dizer-se que um livro não se conhece pela capa. Para muitos de nós, a “capa” ou os relatos superficiais não eram assim tão maus; ao princípio, parecia que um inventário era coisa que se fazia “com uma perna às costas”. Quando fomos avançando, ficámos desapontados ao perceber que as nossas “capas” eram relativamente limpas de culpa apenas porque tínhamos enterrado bem fundo os nossos defeitos debaixo de camadas de auto-ilusões (…)
14 de Agosto/ Reflexão do Dia
O Quarto Passo permite que eu me veja como realmente sou: as minhas características, as minhas motivações, atitudes e comportamentos. Nos Jogadores Anónimos aprendi com determinação os meus erros. Por exemplo: quando é que fui egoísta, desonesto, interesseiro ou medroso? (…)
13 de Agosto/ Reflexão do Dia
O Quarto Passo do Programa de Jogadores Anónimos sugere que façamos um minucioso e destemido inventário moral e financeiro de nós mesmos. Para alguns de nós, não há desafio mais formidável do que esse; nem há nada mais difícil do que olharmos para nós mesmos tal e qual como somos. Voávamos de um ato errado para o seguinte à medida que eles se sucediam, inventando desculpas umas atrás das outras, e argumentando que as nossas qualidades noutras áreas superavam em muito os nossos defeitos (…)
12 de Agosto/ Reflexão do Dia
Um dia alguém perguntou a um mestre Zen: “Como é que consegue manter essa serenidade e essa paz?” Ele respondeu: “Nunca saio do meu lugar de meditação.” Embora meditasse de manhã muito cedo, transportava com ele pelo resto do dia a paz daqueles momentos. Ficar calmo, desacelerar, é uma das tarefas mais difíceis para a maioria dos jogadores compulsivos em recuperação (…)
11 de Agosto/ Reflexão do Dia
Quando fico a remoer em ninharias que me aborrecem — e que geram ressentimentos que crescem cada vez mais como ervas daninhas — esqueço-me que poderia estar a ampliar o meu mundo e a minha forma de olhar para ele. Para mim essa é a forma ideal de reduzir os problemas à sua dimensão exata (…)
10 de Agosto/ Reflexão do Dia
Na maior parte da nossa vida, fomos os nossos piores inimigos e magoámo-nos seriamente como resultado de um ressentimento “justificado” por uma falha menor. Sem dúvida que há no mundo muitas causas para ressentimentos, servindo a maior parte delas para fornecer “justificações”. Mas não podemos pôr-nos a corrigir todos os males do mundo nem querer compor as coisas para sermos agradáveis a toda a gente (…)
9 de Agosto/ Reflexão do Dia
Em várias ocasiões, descobri que há uma forte relação entre os meus medos e os meus ressentimentos. Se eu tiver medo de estar desajustado, por exemplo, tenho tendência para ficar profundamente ressentido com alguém cujas palavras ou ações exponham o meu imaginário desajuste. Mas na maior parte dos casos é muito doloroso ter de admitir que os meus medos e dúvidas acerca de mim mesmo são a causa dos meus ressentimentos (…)