27 de Agosto/ Reflexão do Dia
Ao observar longamente e com dureza aqueles defeitos que tenho pouca vontade ou relutância em deixar para trás, o que devo é apagar as linhas rígidas que tracei. Serei, então, nalguns casos, capaz de dizer: “Bem, deste ainda não consigo livrar-me…” A única coisa que eu nunca deveria dizer é: “Deste aqui eu jamais me libertarei.” (…)
26 de Agosto/ Reflexão do Dia
Qual é a causa do jogo compulsivo? Fomos jogar por causa de algum defeito, de algum fracasso ou situação de vida? O livro Um Novo Começo dos JA diz: “Não sabemos…e não podemos dar-nos ao luxo de nos preocuparmos com isso. Aqueles que vêm ter connosco precisam de ajuda imediata (…). Os benefícios da introspeção e da especulação são insignificantes quando comparados com as recompensas de ajudar outros a recuperar as suas vidas.” (…)
25 de Agosto/ Reflexão do Dia
Sem nos libertarmos do jogo compulsivo não temos nada. No entanto, não conseguimos libertar-nos da nossa obsessão de jogo antes de ficarmos dispostos a lidar com os defeitos de caráter que nos puseram de joelhos. Se nos recusarmos a trabalhar nos nossos defeitos flagrantes, é quase certa a recaída na nossa compulsão. Se ficarmos em abstinência, mas com um mínimo de crescimento pessoal, talvez nos acomodemos durante um tempo a uma espécie de limbo confortável, mas perigoso (…)
24 de Agosto/ Reflexão do Dia
Alguns de nós, depois de termos feito o Quarto, o Quinto, o Sexto e depois o Sétimo Passo, recostamo-nos e ficamos simplesmente à espera que o nosso Poder Superior remova os nossos defeitos. O Programa de Jogadores Anónimos faz-nos recordar a história de São Francisco de Assis trabalhando num belo jardim. Alguém que ia a passar disse: “Deves ter rezado com muita força para teres conseguido fazer crescer plantas tão bonitas.” (…)
23 de Agosto/ Reflexão do Dia
No Programa de JA ouvi dizer que alguém uma vez leu o seguinte: “Gravem a fogo na cabeça de cada ser humano a ideia de que ele ou ela podem ficar bem, não importa quem sejam. A única condição é que essa pessoa confie em Deus e limpe a casa.” É isso que o Sétimo Passo significa para mim — que eu irei limpar a casa e que terei toda a ajuda de que preciso (…)
22 de Agosto/ Reflexão do Dia
Era frequente, no passado, rezarmos a pedir coisas, uma herança caída do céu, ou um golpe de sorte. Nos Jogadores Anónimos aprendi que a verdadeira oração começa — não acaba — quando peço ao Poder Superior para me mudar. De facto, isso é exatamente aquilo que sugere o Sétimo Passo: humildemente pedimos ao Deus (do nosso entendimento) que removesse os nossos defeitos de caráter (…)
21 de Agosto/ Reflexão do Dia
Depois de fazer um inventário, determinando e admitindo a exata natureza das nossas falhas, ficamos “inteiramente dispostos”, como sugere o Sexto Passo, “a eliminar esses defeitos de caráter”. Com certeza, é fácil sentir-se assim e até estar “inteiramente disposto ou disposta” numa manhã a seguir a uma noite de jogo desastrosa; mas sabemos que, nessas alturas desesperadas, as nossas motivações podem estar marcadas pela miséria do momento (…)
20 de Agosto/ Reflexão do Dia
Todos os Doze Passos nos pedem para irmos em sentido contrário ao dos nossos desejos e inclinações naturais; todos eles furam, espremem e finalmente desincham os nossos egos. No que toca a desinchar o ego, poucos Passos são mais difíceis de dar do que o Quinto, que sugere que “admitamos para nós mesmos e para outro ser humano a natureza exata das nossas falhas” (…)
19 de Agosto/ Reflexão do Dia
“Como é que funciona o Programa de Jogadores Anónimos?”, perguntam às vezes os recém-chegados. As duas respostas mais frequentes são “muito bem” e “devagarinho”. Gosto das duas respostas, apesar de à primeira soarem como piadas, porque a minha autoanálise tende a dar resultados errados. Umas vezes não partilhei os meus defeitos com as pessoas certas; outras vezes confessei os defeitos delas, em vez dos meus; e ainda outras vezes, partilhei defeitos mas à maneira de quem está a queixar-se, aos guinchos, dos problemas que tem (…)
18 de Agosto/ Reflexão do Dia
Como jogadores compulsivos, enganarmo-nos a nós próprios estava entranhado em quase tudo o que pensávamos e fazíamos. Se fosse necessário, éramos especialistas em convencer-nos de que o preto era branco, que o errado estava certo, e até de que o dia era a noite. Agora que estamos nos Jogadores Anónimos, a nossa necessidade de engano vai desaparecendo. Atualmente, quando tento iludir-me, o meu padrinho (ou madrinha) rapidamente se dá conta disso (…)