3 de Fevereiro/ Reflexão do Dia
Os Jogadores Anónimos tornam-nos capazes de descobrir dois obstáculos que nos impedem de ver o valor e o conforto do foco espiritual: autojustificação e autoconfiança em excesso. A primeira, hipocritamente, dá-me garantias de que estou sempre certo. A segunda dá-me a ilusão de que sou melhor do que as outras pessoas — “mais santo do que tu”.
2 de Fevereiro/ Reflexão do Dia
Olhando para trás, dou-me conta de quanto tempo da minha vida foi gasto a mortificar-me com os erros dos outros. Com certeza, trazia-me satisfação pessoal, mas vejo agora quanto esse processo era na verdade perverso. Depois de tudo o que era dito e feito, o efeito em rede dessa preocupação com os chamados erros alheios permitia que eu vivesse “confortavelmente” inconsciente dos meus próprios defeitos.
1 de Fevereiro/ Reflexão do Dia
Quanto mais tempo estou em Jogadores Anónimos, mais claramente vejo porque é importante para mim entender o que faço e o que digo. Estou a começar a perceber, nesse processo, que tipo de pessoa realmente sou. Vejo agora, por exemplo, como é muito mais fácil ser honesto com os outros do que comigo mesmo. Também estou a aprender que todos somos prejudicados pela necessidade de justificar as nossas ações e as nossas palavras.
31 de Janeiro/ Reflexão do Dia
Uma das coisas mais construtivas que posso fazer é aprender a ouvir-me e a entrar em contacto com as minhas emoções verdadeiras. Durante muito tempo, ao invés, só me sintonizei com o exterior, indo atrás do que os outros diziam e pensavam. Mesmo hoje, ainda parece às vezes que eles sabem bem o que fazem, ao passo que eu ando para aqui aos trambolhões. Felizmente, começo a perceber que há muitas maneiras de querer agradar a toda a gente. Devagar, mas com solidez, também começo a perceber que é possível mudar os meus velhos padrões de comportamento.
30 de Janeiro/ Reflexão do Dia
Fiquei livre só porque num dia era fraco e no dia a seguir, de repente, fiquei forte? Deixei de ser a pessoa sem eira nem beira que estava a ficar só porque houve um dia em que decidi “daqui para a frente, isto vai tudo mudar”? O facto de me sentir mais confortável hoje do que alguma vez me senti é o resultado da minha própria força de vontade? O crédito é todo meu por ter-me puxado cá para cima? Sei que as coisas não são tão simples, porque procurei refúgio num Poder maior do que eu — um Poder que continua fora do alcance dos meus olhos.
29 de Janeiro/ Reflexão do Dia
Costumava imaginar a minha vida como uma grotesca pintura abstrata: uma montagem de crises emoldurada por catástrofes consecutivas. Os meus dias eram todos cinzentos e as minhas ideias mais cinzentas ainda. Sentia-me assombrado por medos terríveis e desconhecidos. Estava cheio de aversão por mim próprio. Não fazia ideia de quem era, o que era ou porque é que era assim. Não tenho saudades de nada desses sentimentos. Hoje, passo a passo, estou a descobrir-me a mim mesmo e a aprender que sou livre para ser eu mesmo.
28 de Janeiro/ Reflexão do Dia
Agora que estou nos Jogadores Anónimos, já não me sinto escravizado pela vontade compulsiva de fazer a próxima aposta. Livre, finalmente livre de andar a inventar alibis complicados — e sempre na expectativa de que ninguém os descubra. Livre da culpa e da vergonha. Livre da preocupação com casas de apostas e empresas de crédito. Livre da imparável montanha de dívidas.
27 de Janeiro/ Reflexão do Dia
Só através da dependência de um Poder que é grande e bom, mais do que sou capaz de imaginar ou perceber, é que consigo obter verdadeira dignidade, importância e individualidade. Farei tudo o que puder para apelar a este Poder no momento de tomar as minhas decisões. Mesmo que o meu pensamento humano não consiga prever o resultado, tentarei sempre confiar que o que quer que aconteça será sempre para o meu bem.
26 de Janeiro/ Reflexão do Dia
A liberdade pessoal é minha e é para eu a assumir. Por mais estreitos que sejam os laços de afeto e preocupação que me ligam à família e aos amigos, nunca me devo esquecer de que sou um indivíduo, livre para ser quem sou e viver a minha vida com serenidade e alegria. A palavra-chave deste entendimento é “individual”. Porque posso libertar-me de muitos compromissos que na aparência são necessários. Através do Programa de Jogadores Anónimos, vou aprendendo a desenvolver a minha própria personalidade.
25 de Janeiro/ Reflexão do Dia
Mesmo com um entendimento crescente do Programa de Jogadores Anónimos e dos Doze Passos, por vezes podemos ter dificuldade em acreditar que o nosso novo modo de viver nos conduza à liberdade pessoal. Vamos supor, por exemplo, que me sinto acorrentado a um trabalho de que não gosto ou a um relacionamento pessoal problemático. O que é que estou a fazer em relação a isso? No passado, o meu comportamento típico era tentar manipular as coisas e as pessoas para as tornar mais ao meu gosto. Hoje, percebo que não é assim que se alcança a felicidade.