7 de Outubro/ Reflexão do Dia
Quando li pela primeira vez a Oração da Serenidade, a própria palavra “serenidade” parecia uma impossibilidade. Naquele momento, a palavra englobava imagens de letargia, apatia, resignação e resistência forçada; dificilmente parecia ser até um objetivo desejável. No entanto, descobri que a serenidade não significa nenhuma dessas coisas. Para mim, a serenidade hoje é simplesmente uma forma clara e realista de ver o mundo, acompanhada com uma paz e força interiores (…)
6 de Outubro/ Reflexão do Dia
À medida que continuamos a regressar às reuniões, tornamo-nos capazes de reconhecer aqueles que mostram serenidade mais abundante. Sentimo-nos atraídos por estas pessoas. Para nossa surpresa, por vezes descobrimos que aqueles que parecem mais gratos pelas bênçãos de hoje são aqueles que têm os maiores e mais intermináveis problemas, em casa ou no trabalho. No entanto, eles têm a coragem de ignorar os problemas, procurando ativamente aprender e ajudar os outros no Programa de Jogadores Anónimos (…)
5 de Outubro/ Reflexão do Dia
Pouco depois de chegar a Jogadores Anónimos, encontrei um Poder Superior a quem escolhi chamar Deus. Passei a acreditar que Ele tem todo o poder; e se eu ficar perto Dele e fazer bem o Seu trabalho, Ele vai dar-me não só o que penso que quero, mas também tudo o que preciso. Gradualmente, estou a ficar menos interessado em mim e nos meus pequenos esquemas (…)
4 de Outubro/ Reflexão do Dia
A aceitação de que somos impotentes perante o jogo trouxe-nos ao Programa de Jogadores Anónimos, onde aprendemos através da rendição incondicional, que existe vitória na derrota. Ao fim de algum tempo, aprendemos no trabalho do 12º Passo que não somos apenas impotentes perante a nossa própria dependência, mas também em relação à dependência dos outros. Por exemplo, não podemos fazer com que outra pessoa queira a abstinência do jogo, assim como não podemos impedir o pôr-do-sol (…)
3 de Outubro/ Reflexão do Dia
Em Jogadores Anónimos, aprendi que sou totalmente impotente perante a minha compulsividade. Finalmente admiti a minha impotência; e por esse motivo, a minha vida deu uma volta de 180 graus, para melhor. No entanto, tenho o poder, concedido por Deus, de mudar a minha vida. Aprendi que aceitação não significa submeter-me a uma situação desagradável ou degradante, mas sim aceitar a realidade da situação, para que possa decidir o que posso fazer e o que farei, se necessário (…)
2 de Outubro/ Reflexão do Dia
O ditado “Viver e Deixar Viver” condensa toda uma filosofia de vida. No início somos encorajados a viver de um modo pleno, rico e feliz – para cumprir o nosso destino com a alegria que advém de fazer tudo certo. De seguida, há um desafio maior e mais difícil: deixar viver. Isto significa aceitar o direito de todos viverem como quiserem, sem receberem críticas ou julgamentos da nossa parte (…)
1 de Outubro/ Reflexão do Dia
Podemos estar rodeados por muitas pessoas e ainda assim nos sentirmos sozinhos. Podemos ficar sozinhos e ainda assim sentirmos felicidade e satisfação. O que faz a diferença? Sentimo-nos sós quando esperamos algo de alguém e essa pessoa não nos pode dar. Ninguém nos pode trazer paz de espírito, uma sensação interna de aceitação e serenidade. Quando nos encontramos sozinhos, não temos que nos sentir sós (…)
30 de Setembro/ Reflexão do Dia
Não importa o que as outras pessoas façam ou não façam, teremos que ficar abstinentes do jogo, por nós mesmos. Quando o nosso programa de recuperação está condicionado às atitudes ou à falta de atitude de outra pessoa — especialmente alguém com quem estamos emocionalmente envolvidos — os resultados são invariavelmente desastrosos. Também precisamos de nos lembrar que um grande desafeto é um envolvimento emocional tão intenso como um amor romântico recém-descoberto (…)
29 de Setembro/ Reflexão do Dia
Durante as primeiras semanas ou meses em Jogadores Anónimos, a nossa instável condição emocional por vezes afetou os nossos sentimentos para com velhos amigos e familiares. Para muitos de nós, estas relações curam-se rapidamente nas fases iniciais da nossa recuperação. Para outros, o tempo de “extrema sensibilidade” parece continuar. Agora que já não jogamos compulsivamente, precisamos de reavaliar os nossos sentimentos pelos nossos cônjuges, filhos, parentes, empregadores, colegas de trabalho e até mesmo vizinhos (…)
28 de Setembro/ Reflexão do Dia
Agora que estamos livres da nossa compulsão ao jogo, e vivendo um dia de cada vez, podemos começar a parar de fazer exigências irracionais àqueles que amamos. Podemos mostrar gentileza onde não tínhamos mostrado nenhuma; podemos encontrar tempo e iniciativa para sermos atenciosos, ter consideração e compaixão pelos outros. Mesmo com as pessoas de que não gostamos, podemos pelo menos tentar ser educados e, por vezes, literalmente fazer o que não costumamos fazer, para os passar a entender e até ajudá-los (…)