14 de Janeiro/ Reflexão do Dia

Admiti que, sozinho, nunca seria capaz de vencer a luta contra o jogo. E então, finalmente, comecei a aceitar o facto, criticamente importante, de que a dependência de um Poder Superior me podia ajudar a alcançar o que sempre me tinha parecido impossível. Parei de correr. Parei de lutar. Pela primeira vez, comecei por aceitar. E pela primeira vez, comecei a ser realmente livre.

13 de janeiro/ Reflexão do Dia

O Programa de Jogadores Anónimos e os meus amigos na Irmandade têm-me oferecido todo um novo conjunto de ferramentas para a vida. Se eu as usar todas bem e regularmente, elas também irão ajudar-me a ver-me livre de sentimentos negativos como a culpa, a ansiedade, a revolta e o orgulho.

12 de Janeiro/ Reflexão do Dia

Quando me sento calmamente e comparo a minha vida de hoje com o que ela costumava ser, a diferença é quase inacreditável. Mas nem tudo é um mar de rosas; há dias que são muito melhores do que outros. Quanto aos dias maus, tendo a aceitá-los melhor intelectualmente do que emocionalmente ou ao nível dos meus instintos. Não há reações perfeitas, mas parte da solução está de certeza no esforço constante para praticar os Doze Passos.

11 de Janeiro/ Reflexão do Dia

A experiência de milhares e milhares de pessoas é a prova de que a aceitação e a fé têm o poder de fazer com que nos libertemos do jogo. Quando aplicamos os mesmos princípios de aceitação e de fé aos nossos problemas emocionais, no entanto, descobrimos que só alguns resultados relativos se tornam possíveis. É óbvio, por exemplo, que ninguém consegue ficar completamente livre para sempre do medo, da raiva ou do orgulho.

10 de Janeiro/ Reflexão do Dia

Desde que cheguei a Jogadores Anónimos, fui tomando cada vez maior consciência da Oração da Serenidade. Vejo-a na capa da literatura, nas paredes da sala de reuniões, nas casas dos meus novos amigos. “Concedei-me, Senhor, serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para mudar aquelas que posso e sabedoria para perceber a diferença.”

9 de Janeiro/ Reflexão do Dia

No passado, e por vezes até atualmente, eu dizia, automaticamente: “— Porquê eu?”, quando estava a tentar perceber que o meu principal problema é aceitar as minhas circunstâncias presentes tal como elas são, eu próprio tal como eu sou, e as pessoas à minha volta tal e qual como elas são. Da mesma maneira que aceitei a minha impotência perante o jogo, tenho de aceitar a minha falta de poder sobre as pessoas, os lugares e as coisas.

8 de Janeiro/ Reflexão do Dia

O dia de hoje é o dia para o qual eu pedi e para o qual me foi dada força (ou coragem). Isto, só por si, já é um milagre. O facto de eu estar vivo é o grande milagre do qual irão decorrer todos os outros milagres, desde que eu continue a fazer aquilo que me trouxe até esta nova vida.

7 de Janeiro/ Reflexão do Dia

Começo a perceber agora como a minha velha vida era tão pouco natural, e como se foi tornando ainda pior à medida que a minha doença foi progredindo. Quanto mais tempo estou no Programa de Jogadores Anónimos, mais confortável me parece este novo estilo de vida. No início, era impossível para mim estender a mão a um recém-chegado: era um gesto completamente artificial para mim. Mas está a ficar cada vez mais fácil para mim aproximar-me de outra pessoa. Partilhar a minha experiência, força e esperança está a ficar uma parte natural da vida diária.

6 de Janeiro/ Reflexão do Dia

Jogadores Anónimos – escreveu o Dr. Robert I. Custer no prefácio ao Livro Azul de Jogadores Anónimos – é um Programa de Doze Passos “que fornece uma moldura de esperança, estrutura e amizade” para aqueles que escolheram o caminho de uma “adaptação bem-sucedida a uma vida sem jogo.” E acrescenta: “Este caminho pode ser suave ou acidentado, mas em qualquer dos casos nunca será uma viagem sem dor…” Como jogador compulsivo em recuperação, posso hoje enfrentar quaisquer obstáculos, sabendo que a dor da recuperação nunca será tão intensa e desesperada quanto a dor dos meus dias de jogo.

5 de Janeiro/ Reflexão do Dia

“Hoje é o meu dia de sorte!” Quantas vezes não dissemos isto no passado, transformando-a numa frase vazia? Hoje estas palavras fazem sentido: estou a ter uma segunda oportunidade. Nos meus dias de jogo, eu sacrificava qualquer “hoje” pelo sonho de um qualquer amanhã distante. De tudo o que perdi, o que lamento mais são todos aqueles “hojes” — não os posso trazer de volta. Mas hoje — este dia — é meu. Não o sacrificarei nem o desperdiçarei.